Pacientes da rede pública recebem cadeiras de rodas e de banho a pacientes

Ainda neste semestre, Secretaria de Saúde vai disponibilizar mais de 3,8 mil dispositivos de locomoção

O aposentado Cícero Gorgônia comemorou a aquisição: “Estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa” | Foto: Yuri Freitas/Agência Brasília

Neste mês, a Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses (Nupop), entregou 179 cadeiras de banho e de rodas do modelo paraplégico adulto a pacientes cadastrados em lista de espera. Outras entregas ainda vão ocorrer ao longo deste primeiro semestre, totalizando 1.582 cadeiras de rodas e 2.252 cadeiras de banho.

“Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas se locomover; ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário”Aloma Mendes, chefe do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses

Também conhecidos como oficinas ortopédicas, o Nupop e o Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses e Próteses e Materiais Especiais (Naopme) disponibilizam ainda outros dispositivos de locomoção, como palmilhas e calçados especiais, coletes, bengalas, andadores, cadeiras de rodas motorizadas, próteses de perna e de braço, além de aparelhos respiratórios de pressão contínua em vias aéreas (Cpap) ou de dois níveis de pressão de ar (Bipap). Para solicitar o material, o usuário de saúde precisa comparecer à sede do Naopme, na Estação 114 Sul do Metrô.

Para se cadastrar na lista de espera, o cidadão precisa apresentar RG, CPF, cartão nacional do SUS e comprovante de residência atualizados, além de laudo médico ou solicitação de profissional da área da saúde. Não é cobrada qualquer taxa.

“Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas se locomover; ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário”, ressalta a fisioterapeuta Aloma Mendes, chefe do Nupop.

Retomada da independência

Um dos pacientes que receberam o material foi o aposentado Cícero Pereira Gorgônia, 57 anos. Ele conta que, após precisar amputar a perna direita, há seis anos, sua vida mudou completamente: “Fui caminhoneiro durante 35 anos. Daí veio o diabetes e foram aparecendo as sequelas. Começou com um ferimento no pé, que fui deixando. Eu devia ter dado uma parada, ido a um médico, mas tinha aquela teimosia em não ir”. 

Com mobilidade limitada, o aposentado se emociona ao falar da mudança que a nova cadeira representa em sua vida: “Eu tinha uma cadeira emprestada, mas era muito antiguinha. Essa aqui não, ela é ‘maneirinha’, estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa – ela é a única que trabalha em casa”.

*Com informações da Secretria de Saúde

Fonte: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/